Dia da Mulher: uma trajetória histórica e aspectos sociológicos e jurídicos

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          A Faculdade Santos Dumont tradicionalmente inclui em calendário anual a comemoração do Dia da Mulher, um evento que é realizado em parceria por todos os cursos da IES, contando  com a colaboração de toda comunidade acadêmica. Neste ano, uma Mesa Redonda sobre o tema, levantou reflexões importantes da trajetória histórica da mulher, abordando aspectos sociológicos e jurídicos da mulher.

            A Mesa Redonda aconteceu  na noite de 8/03, organizada pelos coordenadores 

 Me. André Ligouri de Cerqueira do Direito, Me. Irineide Santarém André Henriques da Pedagogia e Me. Leonardo Mendes Vianna da Administração e Ciências Contábeis.

            Embora a origem exata do Dia Internacional da Mulher seja controversa, a morte das trabalhadoras de uma fábrica de roupas nos Estados Unidos é sempre lembrada como um dos fatos que o motivaram. O Incêndio da Triangle Shirtwais Factory, como passou à história, onde cerca de 600 operários e operárias trabalhavam em pleno sábado à tarde, em março de 1911, é tido como o mais mortal acidente de trabalho da história de Nova York e resultou em modificações nas leis trabalhistas norte-americanas. As 129 mulheres e meninas que morreram neste incêndio, se tornaram símbolo da data e com o movimento socialista que já agitava a Europa no começo do século, março se fortaleceu como o mês da luta pela emancipação da mulher.

            A trajetória da mulher durante as diversas eras registradas da história, suas lutas e conquistas são fatores relevantes do desenvolvimento de toda a sociedade e também do Direito, destacadamente do Direito Constitucional, de Família, Previdenciário, Trabalhista e outros, considerando a igualdade material perseguida pela Constituição e as discriminações ainda presente em nossa sociedade. Agiganta-se de importância também no Curso de Pedagogia, onde os futuros educadores assumirão a responsabilidade propagar  valores como respeito e dignidade. Na área da administração é imprescindível refletir no avanço do espaço da mulher, assumindo cargos executivos em grandes empresas, bancos e outras organizações.

            A mesa de debates foi formada pelos respectivos professores: Me. Andrez Machado, com formação em Sociologia, a advogada  Esp. Flávia Aparecida do Nascimento, a psicóloga Me. Irineide Santarém André Henriques e a pedagoga Esp. Luciana Campos N. Caetano.

            Nas palavras da profa. Luciana, devido à forte influência religiosa na família brasileira, durante muito tempo através de uma imposição cultural, a mulher acreditou que seu papel na sociedade era apenas a reprodução biológica, o cuidado com o lar e o marido. “Havia um evidente receio quanto à liberação da educação feminina e quanto ao seu ingresso no mercado de trabalho, pois a mulher não poderia concorrer com o homem profissional e intelectualmente. E como a educação deveria se iniciar na família, se atribuiu à mulher o papel de educar e passar valores morais às novas gerações. Sua aceitação na carreira docente foi possível com argumentos de que é da própria natureza da mulher ser generosa, acolhedora, amorosa e paciente, sendo visto o magistério, como uma extensão do lar.

            Na oportunidade, abrilhantando a noite comemorativa, o turismólogo Bruno Campos Guillarducci e o historiador Tiago Ferreira Guimarães  fizeram o lançamento do projeto “Circuito turístico: Caminho Novo – Encantos do Patrimônio Cultural” no município. O projeto consiste de um livro de fotografias e vídeo documentário que registram e retratam o conjunto de bens culturais encontrados nos municípios que integram o Circuito Turístico Caminho Novo: Simão Pereira, Matias Barbosa, Santana do Deserto, Juiz de Fora e Santos Dumont.   

 

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